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VI Manhã de Trabalhos do CIEN-Brasil
09:23
Cien Brasil
O QUE FALAR QUER DIZER?
Singularidade e Diferença Hoje.
Data: 23 de novembro de 2018, de 08:00 às 13:00
Local: Hotel Windsor Barra, av. Lúcio Costa, 2630, Barra - Rio de Janeiro
Inscrições: https://goo.gl/
Argumento
Em 2008 a Manhã de trabalhos do CIEN-Brasil teve como tema “A oferta da palavra hoje: quais as respostas do CIEN?”, indicando uma tendência generalizada no uso da fala como instrumento de transformação e ação. Em uma perspectiva utilitarista aliada à ciência, essa oferta da palavra foi tomada, no mundo, como instrumento de eficácia, buscando uma previsibilidade do sujeito e a produção de respostas pré-concebidas. Como consequência constatava-se que o mal-estar, o enigmático, inerente ao humano, não encontrava um lugar.
Frente a isso o CIEN se posicionava com “A oferta de dispositivos onde a palavra pudesse se tornar, pela forma como é escutada, um instrumento de criação de respostas e de abertura de caminhos inéditos – ou ainda, como indicou Judith Miller, o inconsciente pudesse no mundo contemporâneo, tornar-se audível”[1]. Isto é, pudesse ter um lugar no discurso.
As conversações inter-disciplinares dos Laboratórios do CIEN, em seu trabalho ao longo destes anos, nos mostram não só os efeitos do encontro de diferentes pontos de vista, do que cada um pode se servir do outro, mas também do que colocamos em jogo quando falamos: os limites, as contradições, os pontos de ruptura e paradoxalmente… o que faz laço. Não se inserir na lógica da resposta padrão ou da normatização faz aparecer a diferença em seu sentido amplo e a singularidade como modo de solução ao impasse que ali se apresenta.
Dez anos depois, propomos nessa VI Manha de Trabalhos do CIEN Brasil retomar essas questões: O que falar quer dizer? Buscando recolher nas experiências, entre as contradições dos efeitos de falar e do uso que se faz desse dizer, como os jovens e crianças se apresentam na sua singularidade? Qual a forma que cada um encontra para expressar suas diferenças em nossos dias e poder responsabilizar-se por elas? O que ouvimos dos seus dizeres, das suas invenções?
É possível apostar ainda hoje em uma boa forma de dizer, mesmo quando não há um discurso articulado para representar um sujeito? Ou seja, quando um lastro simbólico, social e afetivo vêm a faltar, deixando o sujeito sem um enganche que lhe permita representar-se ainda que pela oposição? Quais as consequências quando se retira essa aposta na palavra? O que a violência que se apresenta nas crianças hoje quer dizer?
A partir da prática dos Laboratórios, abordaremos os desafios e os recursos construídos em cada experiência do CIEN. Os testemunhos nos permitirão discutir sobre os seguintes eixos temáticos:
1- Em que apostamos quando propomos uma conversação do CIEN nos dias de hoje? Como reintroduzir o lugar da palavra e sua função? A partir do que se fala, quais os pontos de opacidade que se apresentam para cada um e os efeitos na fala que circula?
2- Singularidade e Diferença – A presença, em nossa época, de reações extremas diante da singularidade de cada um e seus diferentes modos de satisfação, nos faz perguntar sobre o ato e a palavra. Como cada criança e cada jovem pode constituir e sustentar seu lugar frente à intolerância? Como a violência nas crianças ou dirigidas a elas podem ser lidas?
Comissão de coordenação e orientação do CIEN-Brasil: Paola Salinas (Coord. Geral), Mônica Campos Silva, Mônica Hage e Vânia Gomes.
[1] Pitella, C.; Telles, H.; Rego Barros, M.R.C; Pavone, T. (Comissão de Coordenação e do CIEN-Brasil 2007/2011). Apresentação da Manhã de trabalhos do CIEN-Brasil Cien Digital, n 5. Novembro de 2008, pg. 4.
Envio dos trabalhos
Aguardamos a experiência dos laboratórios do CIEN até o dia 15 de setembro, para o e-mail brasil.cien@gmail.com
Cada comunicação deverá conter até 6000 caracteres, incluindo espaços e notas, na fonte Times New Roman, tamanho 12.
CINECIEN - Rio de Janeiro - Agosto de 2018
10:16
Cien Brasil
"Fala Comigo", de Felipe Sholl
Dia 10/08, sexta-feira
Exibição (17h30) e Conversação (19h)
Participação de Karine Teles, atriz do filme e de Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros, psicanalista, membro da EBP/AMP
O despertar da sexualidade na Adolescência.
O despertar da sexualidade na Adolescência.
As dificuldades dos encontros amorosos e familiares.
A importância da Fala e do Silêncio.
São pontos abordados no filme que conversam com o tema da Manhã de Trabalho do CIEN:
O que falar quer dizer? Singularidade e Diferença hoje.
Até Lá!
Comissão Rio - Giselle Fleury e Jorge Carvalho
Agenda CineCIEN - Minas Gerais - julho 2018
20:07
Cien Brasil
O CINECIEN fechará em grande estilo o nosso primeiro semestre de trabalho com o filme “Ou tudo ou nada”! Um filme atemporal, por isso contemporâneo, que toca em conflitos, por exemplo, com o corpo e com a paternidade. Esperamos vocês!
Aline A. Mendes
Coordenação CIEN Minas
Agenda CIEN Brasil - Junho 2018 - Minas Gerais
13:19
Cien Brasil
Se o sintoma é o que o sujeito encontra para estar no laço social, que recursos têm as crianças e adolescentes, diante do que lhes é insuportável, para não ficarem à deriva em relação às normas, à justiça e às medicações? Soraya Alves Pereira e Cristiane Cunha discutirão as estratégias dos laboratórios “Juntos e não misturados” e “Janela da escuta”, com Renata Mendonça animando a conversação. Esperamos vocês!
Um abraço,
Aline A. Mendes
Coordenação CIEN Minas
Agenda CIEN Brasil - Maio 2018 - Minas Gerais
10:28
Cien Brasil
Neste semestre, inauguraremos no CIEN Minas, o CIEN in loco. Trabalharemos com as questões que agitam os corpos na cidade, a partir das conversações que ocorrem nas insituições, in loco, com base nos impasses localizados pelos profissionais envolvidos. O nosso primeiro CIEN in locoocorrerá no Instituto Raul Soares, no dia 23 de maio, quarta-feira, às 9:30h, com a temática “O insuportável na criança e as instituições de saúde: mães em crise”. Juliana Motta é a responsável pela atividade e Ana Lydia Santiago animará nossa conversação! Esperamos vocês! O evento está sujeito à lotação
Agenda CIEN Brasil - Maio 2018 - São Paulo - Ribeirão Preto
13:25
Cien Brasil
ADOLE(SCEN)TÁ
Miro na ira,
Miro na ira,
No caso e no acaso.
Na concórdia, mas geralmente na discórdia.
Bordo, rebordo, dobro, tatuo.
Suturo, costuro e me uso.
No verso, reverso e no avesso;
No lóbulo, no nódulo, na língua ou em qualquer lugar.
Quero pinçar, abraçar, beijar.
Ficar, transar, perpetuar.
Tudo tão fugaz...
Na fase que se torna era,
Quem dera...
Era uma vez, eu.
Heloisa Bittar Gimenes - psicóloga e poetisa da cidade de Franca
ARGUMENTO DA CONVERSAÇÃO “A AGITAÇÃO DOS CORPOS ADOLESCENTES”
“Adolescente” é o nome daquele que se confronta com uma nova satisfação e que reconfigura radicalmente seu corpo falante¹. A expressão ‘corpo falante’ refere-se ao encontro que um dia se deu do corpo com a língua, inscrevendo-se assim uma marca viva recebida do Outro, um acontecimento de corpo traumático que afeta o sujeito na escolha de sua posição frente à vida.
Com a puberdade, o sujeito depara-se com o novo regime do gozo que afeta o corpo falante e desperta o resto inassimilável e adormecido da infância. Tínhamos a adolescência como um tempo e um espaço, socialmente determinados, para que os jovens elaborassem este delicado momento e, para isto, contavam com a voz do pai, da tradição e das ideologias que faziam certa mediação.
Para os adolescentes de hoje, porém, os ideais não são mais os orientadores. São afetados pelos efeitos das mudanças de ordem simbólica, como o declínio do patriarcado e a destituição da tradição. Acrescenta-se a isto a invasão de gozo sofrida por eles relativa à sexualidade e o surgimento de uma nova relação com o desejo. Assim, são confrontados com o novo regime de gozo sem mediação e geralmente, em grande solidão. Dos enodamentos e desanodamentos que constroem, entre corpo e linguagem, temos um empuxo ao gozo sem limites e situações que nos interrogam quanto aos novos destinos da pulsão de morte e as novas figuras do mal-estar no contemporâneo: o impacto do mundo virtual onde o eu desaparece em meio aos jogos, pornografia, séries sem fim; práticas compulsivas como anorexia, bulimia, consumo de drogas, álcool; passagens ao ato como cortes no corpo e suicídio como saída; práticas infracionais, tráfico e violência urbana; crises nas identificações e no exercício sexual nos fazendo indagar sobre as novas sexualidades.
Os laços são frágeis. As marcas no corpo são muitas. Ora nos deparamos com corpos agitados, ora prostrados, mortos...
Queremos conversar.
Em nome do laboratório aFinarte, os convido para uma conversação inter-disciplinar, no dia 5 de maio, às 9h30, no anfiteatro Fea/Usp, com entrada aberta e gratuita.
Até lá!
Cláudia Reis
Comissão organizadora: Cristiana Gallo, Denise Borges de Lima, Jacqueline Bobato, Sabrina Marioto, Silvia Sato e Cláudia Reis.
¹ Brown, N. , Macedo, L., Lyra, R.(Orgs) Trauma, solidão e laço na Infância e na Adolescência: experiências do Cien no Brasil, Belo Horizonte: EBP Editora, 2017.
Agenda CIEN Brasil - Abril 2018 - Ribeirão Preto/SP
23:47
Cien Brasil
ARGUMENTO DA CONVERSAÇÃO “A
AGITAÇÃO DOS CORPOS ADOLESCENTES”
“Adolescente” é o nome daquele
que se confronta com uma nova satisfação e que reconfigura radicalmente seu
corpo falante¹. A expressão ‘corpo
falante’ refere-se ao encontro que um dia se deu do corpo com a língua,
inscrevendo-se assim uma marca viva recebida do Outro, um acontecimento de
corpo traumático que afeta o sujeito na escolha de sua posição frente à vida.
Com a puberdade, o sujeito
depara-se com o novo regime do gozo que afeta o corpo falante e desperta o
resto inassimilável e adormecido da infância. Tínhamos a adolescência como um
tempo e um espaço, socialmente determinados, para que os jovens elaborassem
este delicado momento e, para isto, contavam com a voz do pai, da tradição e
das ideologias que faziam certa mediação.
Para os adolescentes de hoje,
porém, os ideais não são mais os orientadores. São afetados pelos efeitos das
mudanças de ordem simbólica, como o declínio do patriarcado e a destituição da
tradição. Acrescenta-se a isto a invasão de gozo sofrida por eles relativa à
sexualidade e o surgimento de uma nova relação com o desejo. Assim, são
confrontados com o novo regime de gozo sem mediação e geralmente, em grande
solidão. Dos enodamentos e desanodamentos que constroem, entre corpo e
linguagem, temos um empuxo ao gozo sem limites e situações que nos interrogam
quanto aos novos destinos da pulsão de morte e as novas figuras do mal-estar no
contemporâneo: o impacto do mundo virtual onde o eu desaparece em meio aos
jogos, pornografia, séries sem fim; práticas compulsivas como anorexia,
bulimia, consumo de drogas, álcool; passagens ao ato como cortes no corpo e
suicídio como saída; práticas infracionais, tráfico e violência urbana; crises
nas identificações e no exercício sexual nos fazendo indagar sobre as novas
sexualidades.
Os laços são frágeis. As marcas
no corpo são muitas. Ora nos deparamos com corpos agitados, ora prostrados,
mortos...
Queremos conversar.
Em nome do laboratório aFinarte,
os convido para uma conversação inter-disciplinar, no dia 5 de maio, às 9h30,
no anfiteatro Fea/Usp, com entrada aberta e gratuita.
Até lá!
Cláudia Reis
Comissão organizadora: Cristiana
Gallo, Denise Borges de Lima, Jacqueline Bobato, Sabrina Marioto, Silvia Sato e
Cláudia Reis.
¹ Brown, N. , Macedo, L., Lyra, R.(Orgs) Trauma, solidão e
laço na Infância e na Adolescência: experiências do Cien no Brasil, Belo
Horizonte: EBP Editora, 2017.















