São Paulo


A criança e as ficções jurídicas - SP

1.   Nome do laboratório:
“A criança e as ficções jurídicas”

2.   Local de trabalho do laboratório:
São Paulo: CLIN-a - Centro Lacaniano de Investigação da Ansiedade (Associado ao Instituto do Campo Freudiano de São Paulo).

3.   Campo de Investigação:
A proposta deste laboratório é pesquisar e questionar os modos de incidência do discurso do Direito sobre a criança. Tomamos como “ficções jurídicas”, nesta linha de investigação, as medidas de proteção à criança, organizadas de maneira própria em cada país, inspiradas e regidas pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

4.   Percurso:
Em funcionamento desde fevereiro de 2004, este Laboratório dedicou-se a estudar, em uma perspectiva histórica, o deslocamento, na forma da lei, da criança no lugar de objeto a ser tutelado para a posição de “sujeito de direitos”, assim como a atuação possível e factual da lei, seus usos e também seus abusos.
Desde 2007, o foco principal do trabalho está voltado para a discussão de situações práticas trazidas da experiência institucional dos participantes do Laboratório, centrando-se na posição do profissional frente às demandas que lhe são colocadas em um dispositivo jurídico.
Durante o ano de 2010, a conversação do laboratório teve seu mote em torno do tema da adoção, muito estimulada pela sanção da Lei n. 12.010/09, que ficou conhecida como a “nova lei da adoção” e que causou grande inquietação nos diversos profissionais que operam com o discurso jurídico. O tema permanece instigando e motivando a conversação no laboratório, que se abre agora à investigação da norma familiar e do que lhe faz objeção: os “sem-família”; as crianças que restam.

5.   Resultados, impasses, perspectivas:
Nosso percurso inicial conduziu a um questionamento de como as ditas “ficções jurídicas” incidem sobre a inventiva, ou melhor, sobre a ficção própria a cada criança, quando isso se faz necessário, em razão do declínio da imago paterna.
O desdobramento das discussões, especialmente para a posição do profissional que atua no campo judiciário, colocou no cerne questões sobre a responsabilidade de cada sujeito (criança e adulto) no engendramento da dita “ficção jurídica”, sacudindo-se, assim, identificações ao Direito como um ideal regulador da vida contemporânea.
O questionamento das situações práticas propiciou o aparecimento de hiatos na lógica hegemônica, do Universal, que convida à judicialização da vida, do cidadão, obturando o sujeito.
Orientados pela conversação a respeito das práticas dos profissionais que participam do laboratório, a cada ano alguma norma, alguma “ficção jurídica” aparece de forma mais contundente, inquietando, fomentando questões, discussão, estudo, elaborações. Atualmente, nosso foco está sobre a dita “nova Lei de Adoção”, sua incidência, suas repercussões jurídicas, sociais e também particulares, em cada criança, em cada pretendente à adoção.
A conversação que ocorre no laboratório conta prioritariamente com psicólogos que atuam nas Varas de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça e assistentes sociais, imersos no discurso jurídico, por sua atuação profissional em instituição que recebe crianças e adolescentes sob a insígnia da proteção e garantia de direitos.
A perspectiva de trazer a esta conversação, de maneira mais sistemática, profissionais que tenham tido na disciplina do Direito seu aporte de formação, permanece. Avanços nesta direção se fazem, com a provocação de espaços de encontros pontuais com os magistrados, que nos instigam e nos relançam à conversação no laboratório.

6.   Responsável:
Siglia Cruz de Sá Leão.
       E-mail: siglialeao@yahoo.com.br
       Telefone: (11) 2476-1655 - (11) 8389-8135

7.   Participantes:
Cláudia Margarido Pacheco, psicóloga judiciária, cmargarido@uol.com.br; Gislene Nascimbene de Magalhães, psicóloga judiciária, gislenemag@gmail.com; Isabel Aparecida Martins Ferreira, assistente social, famisabel2027@ig.com.br; Ricardo Marcelo Fait Gorchacov, psicólogo, ricardomfg@gmail.com; Simone Trevisan de Góes, psicóloga judiciária, simone.trevisan@gmail.com.

Infância - SP

1.   Nome do laboratório:
“Infância”

2.   Local de trabalho do laboratório:
Clínica de Atendimento e Pesquisa em Psicanálise (CLIPP), São Paulo

3.   Campo de investigação:
Trabalho teórico sobre uma infância contemporânea.

4.   Percurso:
As discussões dos Laboratórios do CIEN-SP (2008-2009) nos conduziram para a dissolução do Laboratório em Formação, junto ao Movimento dos Sem Terra, inscrito em 2006. Constatou-se que um dos impasses da consolidação desse laboratório estava associado ao fato dos encontros serem restritos aos militantes. A dinâmica do MST reproduz um tipo de infância nômade tal como à dos filhos de “bóias frias”, típico da zona rural brasileira, e a dinâmica da vida de militância dos adultos implica uma participação efetiva das crianças – como defesa ou símbolo de futuro.
Tal dissolução se deu, ainda, na perspectiva de transformar a proposta teórica interdisciplinar sobre a noção de uma infância contemporânea associada não só à questão da militância política, mas sim em um projeto ampliado para outros segmentos da sociedade. Assim, reformulou-se a proposta, ampliando a participação de outros interessados, em uma perspectiva teórica: um estudo sobre uma noção de infância.

5.   Resultados, impasses, perspectivas:
Em 2009, formalizamos o início dos trabalhos com a adesão de outras duas psicanalistas da CLIPP, uma livreira, uma psicóloga de uma instituição de “crianças em processo de adoção”. No primeiro momento, debateram-se os princípios do CIEN, o dispositivo da Conversação e a perspectiva de construir um projeto de Laboratório.
Num segundo momento, após algumas reuniões, as questões passaram a girar em torno do entendimento do que é uma infância, a partir das experiências de cada um dos participantes. Ainda, está programado o estudo do Livro de Philippe Lacadée, Le malentendu de l’enfan (Paris, Payot, 2002), com encontros periódicos.

6.    Responsável:
Maria Noemi de Araújo
       E-mail: noemi.araujo@globo.com
       Telefone: (11) 8122-2824 - (11) 3255-4415

7.    Participantes:
Maria Cristina Merlin Felizola, CLIPP; Aparecida Yára Wandick Valione, CLIPP; Odete Machado, livreira; Mônica M. Gonçalves, psicóloga.

A disciplina dos corpos e as manifestações do higienismo na atualidade - SP

1.   Nome do laboratório:
“A disciplina dos corpos e as manifestações do higienismo na atualidade”

2.   Local de trabalho do laboratório:
Rua Ernest Marcus, 91 - Pacaembu - São Paulo

3.   Campo de investigação:
Manifestações do higienismo advindas de vários campos de saber e de práticas voltadas à infância e adolescência.

4.   Percurso:
Este laboratório constituiu-se em 2010, alinhado ao tema da II Manhã de Trabalho do CIEN-Brasil, A disciplina dos corpos e suas respostas, realizada em São Paulo em novembro do mesmo ano. Dedicou-se ao estudo teórico dos conceitos de corpo e sociedade disciplinar na obra de Foucault e à análise de fenômenos na atualidade que evidenciam uma “disciplina dos corpos” e novas formas de higienismo.

5.   Resultados, impasses, perspectivas:
Este trabalho inicial que resultou na elaboração de um texto, publicado no Terre du CIEN (n. 29 e 30, outubro de 2010) e CIEN Digital 09, foi concluído em novembro de 2010. Pretende-se retomar esta pesquisa no segundo semestre de 2011, visando elementos para uma reflexão acerca dos vários procedimentos que na atualidade, apoiados nos discursos da eficácia e cientificidade, promovem um controle sobre a existência, a saúde, a educação, a família, os corpos. Consideramos que para compreender “as estratégias de controle da biopolítica moderna” há que se abrir um campo de investigação que leve em conta a articulação destas estratégias com o próprio funcionamento do Estado capitalista contemporâneo e as mais variadas produções de saber (Conforme proposto por Santiago, J. “O significante contábil do neo-higienismo”. In: Opção Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psicanálise, n. 39, p. 3-8, maio 2004). Em outros termos, como os mecanismos de controle e poder encontram apoio, ou mesmo se traduzem, na produção advinda dos saberes especializados e amplamente difundidos.

6.   Responsável:
A definir no segundo semestre de 2011 dentre os participantes abaixo.

7.    Participantes:
Claudia Margarido Pacheco, psicóloga judiciária, cmargarido@uol.com.br; Heloisa Prado R. da Silva Telles, psicanalista, helotelles@uol.com.br; Leny Magalhães Merch, psicanalista, professora universitária, lenymrech@uol.com.br; lenymrech@usp.br; Maria Noemi Araújo, psicanalista, noemi.araujo@globo.com; Siglia Cruz de Sá Leão, psicóloga judiciária, siglialeao@yahoo.com.br; Valéria Ferranti, psicanalista, v.ferranti@uol.com.br.

Quanto tempo o tempo tem? - SP

1.   Nome do laboratório:
“Quanto tempo o tempo tem?”

2.   Local de trabalho do laboratório:
São Paulo

3.   Campo de investigação:
Psicanálise e educação

4.   Percurso:
Inicialmente, o tema que norteava a investigação deste laboratório estava diretamente ligado a questões relativas à inclusão. Após o percurso de dois anos (2007-2009), entendemos que a investigação inclinava-se para as questões do campo educacional de modo mais amplo e assim nos debruçamos no mal-estar na educação, seus pontos de estrangulamento e, de certo modo, falência.
A sexualidade e suas manifestações na escola e o modo “cientificista” de tentar dar uma resposta a esta questão animaram o percurso até final de 2010, quando outra questão se colocou: qual o projeto civilizatório para a criança hoje? O que faz uma criança, criança? Iniciamos esta investigação com Freud, seus dois pontos de vista sobre a educação em sua relação com o pulsional e o recalcamento, bem como de historiadores da educação, na tentativa de circunscrever historicamente esta questão.

5.   Resultados, impasses, perspectivas:
Os resultados, além do próprio percurso, são os trabalhos enviados para as Manhãs de Trabalho CIEN-Brasil (2008 e 2010) e os textos publicados no CIEN-Digital. O laboratório se mantém de modo bastante estável, ou seja, os participantes atuam ativamente e há poucas desistências, mas também poucas entradas. No momento, o maior impasse refere-se a como divulgar, de modo efetivo, a proposta e experiência do CIEN junto a outras áreas do conhecimento que tem a infância como objeto.

6.    Responsável:
Valéria Ferranti
       E-mail: v.ferranti@uol.com.br
       Telefone: (11) 3812-1753 - (11) 9146-8602

7.    Participantes:
Ana Paula dos Santos Rodrigues, pedagoga, psicopedagoga, ana_psr@yahoo.com.br; Gabriela Costardi, psicóloga, mestre em educação, doutoranda, gabicostardi@hotmail.com; Carla Fraga Ferreira, psicóloga. crlfragaferreira@gmail.com; Maria Luiza Ricupero Anauete, coordenadora educacional, psicanalista, mluizaricupero@hotmail.com; Mônica Nobre, psicóloga, atua em um CPSi, monica_nobre@uol.com.br.

Uma educação líquida? - SP

1.   Nome do laboratório:
“Uma Educação Líquida?”

2.   Local de trabalho do laboratório:
Av. Pedroso de Morais, 631/conjunto 31 - São Paulo

3.   Campo de investigação:
Conexões entre Psicanálise e Educação

4.   Percurso:
Trata-se de um laboratório criado há dois meses a pedido dos participantes do NUPPE - Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Ele aprofunda o trabalho realizado em um outro laboratório: “Os laços sociais nas instituições educativas”, encerrado recentemente.

5.   Resultados, impasses, perspectivas:
Todos aqueles que trabalham com diferentes tipos de instituições educativas têm constatado que a educação contemporânea vem passando por grandes transformações. O CIEN tem evidenciado este aspecto em vários de seus laboratórios e discussões. A pergunta que surgiu norteadora de nosso processo é que tipo mediação simbólica tem surgido nas instituições educativas. Será que ele é semelhante ou parecido com as mediações simbólicas que se faziam anteriormente. Ou, será que eles trazem características novas a serem identificados a partir de um novo simbólico para o século XXI? Quais seus efeitos em relação à prática de professores e alunos?
Assim, visa-se rever a forma tradicional com a qual os professores trabalham em suas instituições educativas: universidades, ensino médio, cursos de música, educação à distância. Será que elas são as mesmas?
Partimos do estudo da periodização proposta por Jacques-Alain Miller em Perspectivas do Seminário 23: O sinthoma. Visamos aprofundar estas discussões também estudando filósofos como Zygmunt Bauman, Alain Touraine e Foucault, para repensar esses processos.

6.    Responsáveis:
Leny Magalhães Mrech
       E-mail: lenymrech@uol.com.br - lenymrech@usp.br
Elisabete Cardieri
       E-mail: betecard@uol.com.br

7.    Participantes:
Alice Izique Bastos, professora universitária, aliceizique@terra.com.br; Elisabete Cardieri, professora universitária da UNESP de Botucatu, betecard@uol.com.br; Henrique Iafelice, professor de música e professor, loguis@uol.com.br; Neide Esperidião, professora de música, Coordenadora do Curso de Música da FITO, doutoranda da Faculdade de Educação da USP, neide.esperidiao@gmail.com; Maria Giovanna Xavier, professora universitária e doutoranda da Faculdade de Educação da USP, mgmxavier42@gmail.com; Michele Ueno, professora universitária e doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, micheleueno@usp.br; Thais de Barros, mestranda da ECA e especialista em coaching, thaishbarros@gmail.com; Tânia Resende, diretora de escola e mestranda da Faculdade de Educação da USP, taniamacr@hotmail.com.

Twitter Facebook Favorites More