Minas Gerais


Ih, Tô Dentro! E Agora?

1. Nome do laboratório:
“Ih, Tô Dentro! E Agora?”
2. Local de trabalho do laboratório:
Belo Horizonte – UFMG/ Faculdade de Educação – Minas Gerais
3. Campo de investigação:
Educação Inclusiva – interlocução psicanálise e Educação
4. Percurso:
O Laboratório “Ih, tô dentro! E agora? tem como foco a discussão da inclusão escolar da pessoa com deficiência e o debate da educação e o viés da psicanálise nesta construção. A discussão envolve atores diferentes e provoca abordagens distintas a partir do envolvimento de cada um no processo da inclusão. Do ponto de vista da gestão, provoca-nos pensar e discutir, como a inclusão tem se efetivado no espaço escolar? Qual a contribuição da psicanálise no contexto escolar? Como apurar a escuta dos professores sobre os desafios reais em sala de aula, considerando os casos mais complexos de estudantes com deficiência? 
5. Resultados, impasses e perspectivas:
Resultados, impasses e perspectivas: O debate provoca questionamentos claros e objetivos em torno dos desafios da inclusão escolar. As discussões são intensas e acalouradas, pois o tema em foco e provocador qualificando as ações de cada ator envolvido no processo da inclusão escolar. Cabe, nesta interlocução, ajustar conceitos e entender os processos desta construção.
6. Responsável:
Elaine Salles da Costa – pedagoga e trabalho na Secretaria Municipal de Educação – Núcleo de Inclusão Escolar
E-mail: elainesallesc@uol.com.br
Telefone: 3542 0069 / 99197238
7. Participantes:
Ana Lydia Santiago: analydia.ebp@gmail.com psicanalista- professora FAE
Antônia Maria de Freitas Lopes: antonia.freitas@pbh.gov.br – pedagogia- trabalha na Gerência Regional de Educação –Equipe de Apoio a Inclusão
Cristina de Freitas Castilho: cristina.castilho@pbh.gov.br psicologia e pedagogia- Secretaria Municipal de Educação – Educação Infantil
Cristina Martins da Costa Azevedo: cris_mcostaazevedo@yahoo.com.br pedagogia – Secretaria Estadual de Educação
Maria José Gontijo Salum: mariajgontijo@gmail.com psicanalista / FAE
Maria Luiza Gomes Passos Vieira: mluizagpassos@ig.com.br psicologia /FAE
Raquel Assis: massis.ufmg@gmail.com historiadora – professora FAE

E agora: Pai? - MG

1. Nome do laboratório:
“E agora: Pai?”
2. Local de trabalho do laboratório:
Itinerante
3. Campo de investigação:
A “gravidez na adolescência” tem tido incidência cada vez maior com enfoque centrado na função materna, excluindo-se o papel do pai. Existe um senso comum de que os pais adolescentes são irresponsáveis, indiferentes com suas companheiras e filhos. Entretanto, a situação é muito mais complexa do que sugere este estereótipo, não podendo ser generalizada. Torna-se necessário explorar esta complexidade e as pressões impostas aos pais adolescentes.
4.  Percurso:
O laboratório “E agora: Pai?” tem como principal campo de investigação a repercussão da paternidade sobre a vida do adolescente, de modo que este evento venha a lhes permitir franquear outras respostas que não somente pela via do ato. Em que medida a gravidez – este “acidente de percurso” – pode ser acolhido por este sujeito de modo a construir algum saber, possibilitando-lhe um lugar e uma função?
Assim nos orientamos a partir das questões: Quais impasses e dificuldades os jovens encontram frente ao ato sexual que teve por conseqüência um chamado simbólico à paternidade? Quais dificuldades encontram para ocuparem este lugar? Este lugar simbólico pode franquear algo na vida deste jovem? O que os jovens dizem deste senso comum de que eles seriam irresponsáveis frente às conseqüências de seu ato?
5. Resultados, impasses e perspectivas:
Este estudo aponta a relevância que a paternidade pode assumir na estruturação do sujeito no laço social, permitindo orientar projetos sociais, comunitários e de saúde que recomponham a posição da paternidade na gravidez adolescente.
O principal impasse é a invisibilidade da paternidade na adolescência, o que muitas vezes dificulta a possibilidade de intervenção junto aos mesmos.
A perspectiva é que o reconhecimento e legitimação do pai adolescente por meio de instrumentos sociais de sustentação pode ter a função de propiciar um lugar simbólico a esse jovem e assim nomeá-lo pai.
6. Responsável:
Carla Capanema
E-mail: cacapanema@uol.com.br
Telefone: (31) 3285-2171 - (31) 8885-9998
7.    Participantes:
Ângela Vorcaro, psicanalista, angelavorcaro@uol.com.br; Daniela Dutra Viola, psicanalista, trabalha com medida socioeducativa de semiliberdade; Francisco Viana, analista de saúde, fviana55.psc@gmail.com; Guilherme Mendonça Del Debbio, psicólogo, trabalha com medida socioeducativa de prestação de serviço à comunidade, guideldebbio@hotmail.com; Joanna Ângelo Ladeira, psicanalista, joanna.a.ladeira@gmail.com; Maria do Carmo Pinheiro, psicóloga, mcmpinheiro@yahoo.com.br; Maria Nogueira, socióloga, pesquisadora da Escola de Saúde Pública, maria.nogueira@esp.mg.gov.br; Otacílio José Ribeiro, Gestor educacional da E. M. Caio Líbano Soares, jota@larnet.com.br.

Entre as fronteiras das práticas socioeducativas - MG

1. Nome do laboratório:
“Entre as fronteiras das práticas socioeducativas”
2. Local de trabalho do laboratório:
Centro de Referência da Criança e do Adolescente - Espaço Miguilim - Praça da Estação, Belo Horizonte.
3. Campo de investigação:
Estamos orientados pela pesquisa sobre os modos de convivência e o laço social que se apresentam na experiência das crianças e adolescentes que vivem de modo itinerante, entre a rua e a casa e a cidade, em seu território e fronteiras, investigando os embaraços, possibilidades, funcionalidade e limites desse campo aberto ao impossível, que é permeado por ofertas institucionais nomeadas como “socioeducativas”.
4. Percurso:
A construção deste laboratório teve seu início causado pelas discussões sobre a prática socioeducativa, por ocasião do II Encontro Americano. Antes fazíamos um laboratório itinerante entre as varias instituições socioeducativas da cidade até fixarmos nossa conversa com os trabalhadores e adolescentes do Projeto Miguilim.
Com uma proposta de encontro mensal, a conversação tem sido o dispositivo utilizado para cerzir o enlaçamento das diversas questões e situações apresentadas por esse múltiplo que freqüenta nossos encontros interdisciplinares. Temos investigado os elementos comuns que estão presentes na diversidade destas experiências, as respostas dos adolescentes às ofertas do Outro social, as discórdias das linguagens causadas em diversas situações que incidem sobre os modos de laço social, principalmente quando o real da adolescência exige respostas e as referências não estão em posição de poder servir a essa emergência.
5. Resultados, impasses e perspectivas:
O Laboratório tem tido seus encontros animados pela conversação em torno de situações de impasses e embaraços que atravessam a experiência dos jovens. A conversa faz-se viva quando se orienta a partir do saber do sujeito adolescente, abrindo uma porosidade na exigência absoluta dos significantes mestres que cotidianamente são oferecidos por meio dos discursos, a saber: os discursos jurídicos, pedagógicos, políticos, psicológicos e sociais. O não saber se destaca. Não cessam situações onde a disfuncionalidade real da experiência de cada adolescente interroga o ideal universal de funcionalidade das práticas institucionais. Como abrir nestas práticas situações que possibilitem ao adolescente tomar a palavra?
Como incluir entre as fronteiras das práticas socioeducativas a solução de inserção que cada sujeito é capaz de inventar? E quando a irregularidade se apresenta como modo de laço social? Muitas são as situações e questões que se apresentam entre as fronteiras das práticas socioeducativas.
A conversação tem sido uma orientação a cada situação. ‘Caso-a-caso’, estamos conversando em torno de questões que interrogam o cotidiano dos jovens nas ruas, com suas famílias e interrogam as intervenções intersetoriais que à eles se dirigem. Orientados pela sua disfuncionalidade, quando o sujeito, diante do real de sua adolescência e da vida na rua, mostra sua causa e seu gosto, nos espaços de convivência entre nós, condição singular de enredar-se na conversa que faz o laço entre nós.
6. Responsável:
Joanna Ângelo Ladeira
E-mail: joanna.a.ladeira@gmail.com
7. Participantes:
Ângela Guerra Monteiro, psicóloga, diretora presidente da PACTO; Alexander, adolescente que frequenta o projeto Miguilim; Alice Ribeiro, psicóloga integrante da equipe CATU/PAIPJ; Arnaldo Godoy, vereador da cidade de Belo Horizonte; Cláudio, artista plástico, CRCA - Projeto Miguilim; Danilo Bianco, pedagogo, coordenador do CRCA - Projeto Miguilim; Débora Matoso, psicóloga, integrante da equipe CATU/PAIPJ; Michele Duarte, psicóloga, Diretora do Fica Vivo!; Tatiana Goulart, psicóloga; Barbara Ferreira, psicóloga, consultório de rua da PBH; Guilherme Del Débbio, psicólogo, Liberdade Assistida; Fabrício Ribeiro, psicólogo, professor universitário; Fernanda Otoni de Barros, fernanda.otoni@terra.com.br; Psicanalista/EBP-AMP; Joanna Ângelo Ladeira, joanna.angelo@yahoo.com.br, Psicóloga, técnica do Programa; Maira Cristina Soares Freitas, mairafreitas@yahoo.com.br, Psicóloga; Marisa Renna de Vitta, rennavitta@yahoo.com.br, Psicóloga - Freud Cidadão; Paula Gonçalves, artista plástico, CRCA - Projeto Miguilim; Pedro, adolescente, CRCA Projeto Miguilim; Rafael, adolescente, CRCA, projeto Miguilim; Renata Lucindo Mendonça renatalucindopsi@yahoo.com.br, Psicóloga - ONG Manjedoura Rosana Ferreira de Amorim, rosebaby_bh@hotmail.com, Adolescente - Centro de Reeducação Social São Jerônimo; Wesley, adolescente, CRCA, Projeto Miguilim.

Sexualidade e seus varios nomes - MG

1. Nome do laboratório:
“Sexualidade e seus varios nomes”
2. Local de trabalho do laboratório:
ONG Manjedoura - Av. dos Andradas 2287, sala 1301 - Belo Horizonte
3. Campo de investigação:
Investigar como se dá a gravidez no mundo da inexistência do Outro, a que uma gravidez responde ou trata; e se esta seria uma das marcas da adolescência.
Oferecer um lugar às adolescentes grávidas, um lugar onde elas possam dizer das suas questões. Lacadée (1999-2000) “esclarece o objetivo central dos laboratórios: ‘oferta da palavra’, ali seria um lugar em que se poderia falar.”[1] Que ali elas possam dizer dos mitos, da dor, da surpresa, da espera, da pressa, do desejo...
4. Percurso:
A ONG nasce com o intuito de “assistir e orientar gestantes carentes, que enfrentem dificuldades para sustentar a gravidez” e o objetivo “é desenvolver uma intervenção precoce que promova a saúde da criança, fortalecendo a relação Mãe-Bebê” e “a importância da amamentação e o planejamento familiar”.
As conversações surgiram como um espaço que fosse aberto para acolher as jovens para além do que a instituição propõe acima. Um lugar para o aparecimento do inusitado, podendo favorecer a cada um que ali participa, a cada jovem, uma nova posição, um deslocamento das certezas e identificações fixas muitas vezes alienantes e mortificantes.
5. Responsável:
Renata Lucindo Mendonça
E-mail: renatalucindopsi@yahoo.com.br
Telefone: (31) 9812-2752
6. Participantes:
Ângela Arruda, advogada, angelaaperes@hotmail.com; Joanna Ângelo, psicóloga, joanna.a.ladeira@gmail.com; Nirlei Rosa, secretária, nirleirosa@gmail.com; Tatiana Goulart, psicóloga, tatianagoulart27@gmail.com.

TROCANDO EM MIÚDOS

1. Nome do laboratório:
“Trocando em Miúdos”.
2. Local de trabalho do laboratório:
Sede da EBP, delegação Minas gerais- reuniões quinzenais.
3. Campo de investigação:
São temas de pesquisa deste laboratório:
  • A “indisciplina” na escola
  • A criança, o adolescente e o laço social na contemporaneidade
  • A reinserção social da criança e do jovem em situação de risco e a rede de atendimento na cidade.
  • O projeto educativo das escolas.
  • O mal-estar dos professores frente aos alunos considerados problema
4. Percurso:
O laboratório “Trocando em Miúdos” fez uma primeira inscrição no CIEN em 2005, com apresentação de trabalhos interdisciplinares em escolas públicas da Rede Municipal de Belo Horizonte. Até 2007 os profissionais do laboratório desenvolveram também ação no campo da interdisciplinaridade saúde mental, educação e CRAS. As Conversações são o dispositivo privilegiado para debater os impasses vividos pelos profissionais nas instituições, quer na atenção às crianças e adolescentes nas escolas, nos centros de saúde ou na comunidade onde residiam com suas famílias. Crianças e adolescentes também participam das Conversações. Em 2007, o laboratório fez parte da Jornada do CIEN, onde Margarete Parreira Miranda apresentou o texto “Quando o brinquedo é um horror”, relatando Conversações com professores de uma Unidade Infantil de Belo Horizonte. A profissional publicou também no CIEN DIGITAL nº 1, referência a essa exposição e os comentários de Philippe Lacadèe sobre esse trabalho.
Em 2008, o laboratório foi dissolvido e os profissionais incluídos em outro laboratório que se formava.
Em 2012, solicitamos a retomada do laboratório “Tocando em Miúdos” no CIEN.
Contamos, hoje, com a participação permanente de quatro profissionais com inserção em instituição que trabalha com medidas protetivas para adolescentes e familiares das áreas de vulnerabilidade social (AMAS), com participação em Laboratório do CIEN, Medidas e Responsabilidade no período de setembro de 2010 a fevereiro de 2012, profissional da área de letras e da gestão pública e profissionais com inserção em projetos nas escolas. O número de profissionais que compõem o laboratório varia de acordo com o projeto abraçado em cada momento, podendo chegar a vinte ou mais participantes.
Agendados para 15 de junho de 2012, os profissionais do Trocando em Miúdos promoverão Conversação no CINE-CIEN, sobre o filme TANZA, que faz parte do filme “Crianças Invisíveis”, buscando articulação entre seu conteúdo e as questões de “indisciplina” levantadas pelas escolas onde desenvolvem projetos.
5. Resultados, Impasses, Perspectivas:
As Conversações interdisciplinares têm aberto brechas importantes nas instituições de que participamos, possibilitando a expressão do mal-estar que o ato educativo produz. A expressão da angústia diante do que “não dá certo” tem permitido que alguns profissionais da educação e mesmo algumas crianças e adolescentes reflitam sobre o que ali acontece que os envolve. Constatamos que um dos maiores efeitos da experiência é apostar em novas saídas para os problemas levantados. Na relação interdisciplinar o analista renova conceitos e práticas, acolhendo o desafio de inserir a psicanálise em um modo de estar entre outros profissionais, sendo esta posição uma entre outras que debatem os problemas de nossa sociedade hoje.
Um dos maiores impasses vividos pelos participantes do laboratório é a ambigüidade da demanda institucional em “querer saber” dos problemas para inventar novas saídas e “não querer saber” dos problemas que podem localizar dificuldades em resolvê-los.
Nossa experiência, contudo, nos coloca desafios: como manejar as resistências no âmbito das instituições? Como fazer a inserção discursiva que possibilite afrouxar as resistências e o recrudescimento do ditame do Outro?
As demandas de trabalho continuam, dando-nos a oportunidade de novas construções em uma prática interdisciplinar, a favor de um lugar que acolha nossas crianças e adolescentes ofertando-lhes maiores oportunidades de se inserir como sujeito.
6. Nome dos responsáveis e endereços de contato:
Margarete Parreira Miranda
R. Vitório Marçola 888, ap. 402 Anchieta CEP 30310360
Tels de contato: (31) 98029011 e (31) 3227-6106
margaretemiranda@hotmail.com
Maria Piedade Alves Furtado
R. Jornalista Jair Silva 460, ap. 201 Anchieta CEP 30 310 290
Tels de contato: (32274242 (31) 88514830
pituchafurtado@gmail.com
Simone Macedo Pinheiro
R. Paulino Marques Gontijo 171, Ap. 703, São Lucas CEP 30240-570
Tels de contato: (31) 99792888, (31) 32775162
E-mail: simonepinheiro23@gmail.com
Catarina Angélica S. Santos
Rua Paracatu, 1163, sala 302. Santo Agostinho.
Belo Horizonte. MG
Telefones: (31)2535-6998 e (31)8842-7892
Email: catarinaangelica@terra.com.br
Teresa Mendonça

“DOCENTES DOENTES”: DEIXEM-OS FALAR!

1. Nome do laboratório
“Docentes doentes”: deixem-os falar!
2. Local de trabalho do laboratório
Belo Horizonte 
3. Campo de investigação
Mal-estar docente. Localização e intervenção sobre a angústia que permeia o ambiente escolar, sob o aspecto do corpo docente, considerando a fala de um deles que aponta: “docente pode ser substituído por doente”.
4. Percurso
A demanda inicial de capacitação sobre temas relativos ao contexto escolar de escolas públicas e particulares cedeu lugar a uma aposta na conversação como possibilidade de localizar e dar tratamento a angústia que circunda a prática docente. Desde então, o Laboratório se forma para estar nas escolas que o procurarem, escutando o mal-estar ali instalado e propondo algumas intervenções pontuais.
5. Resultados, impasses, perspectivas
Ao estarmos abertos a conhecer o que se passa na escola, fica nítida a dificuldade que os atores envolvidos no processo pedagógico tem em tomar a palavra, o que acaba refletindo em dificuldades para os alunos: “se não nos deixam falar, não deixamos os alunos falarem e acabamos sendo todos violentos uns com os outros”. E, só há uma maneira de aprender a conversar: conversando. Nesse prisma, os participantes buscam se colocar na conversação, trazendo à tona o não dito, o “mal dito”, que ao ser guardado, retorna como violência. “Aprender a falar com fino trato”, como nomeou um professor, não é um exercício simples, mas pode ser visado.
Os resultados do trabalho indicam a possibilidade de produzir, como propõe Lacadèe, um gosto por dizer que produza pequenos deslocamentos. Impasses são o que nos motivam a manter o tripé proposto por Freud (análise, supervisão e formação teórica) como orientador e as perspectivas são as de dar continuidade, cada vez com mais multiplicadores, a essa política que faz falar.
6. Nome do responsável e endereço de contato
Virgínia Carvalho
Av. Prudente de Moraes, 287, sala 904. Santo Antônio. Belo Horizonte.
7. Nome dos participantes, disciplinas, e-mail
Virgínia Carvalho (responsável),  psicanalista, vivscarvalho@yahoo.com.br
Ana Lydia Santiago, psicanalista, analydia.ebp@gmail.com
Ana Carolina Cadar, psicóloga,  anabcadar@gmail.com
Carolina Albuquerque, estudante de psicologia,  carolignana@gmail.com
Eduardo Moreira, cientista político, dumsilva@yahoo.com.br
Maria Angélica Serpa, pedagoga, mariaangelserpa@hotmail.com
Marcela Reda. Estudante de psicologia, marcelareda@gmail.com

A Janela da Escuta

1. Local de trabalho do laboratório
O Laboratório é vinculado ao Ambulatório do Núcleo de Saúde do Adolescente do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.
As atividades clínicas são sediadas no Ambulatório São Vicente, anexo do Hospital das Clínicas, na Alameda Álvaro Celso, 271, Bairro Santa Efigênia.
2. Nome do laboratório
A Janela da Escuta
3. Campo de investigação
Trata-se do campo de interlocução entre a Psicanálise e a Medicina.
Investiga-se os efeitos e impasses da transmissão da clínica que não exclui a subjetividade, da construção do caso clínico.
4. Percurso
O Núcleo de Saúde do Adolescente (NSA) do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) foi fundado em 1993. O trabalho interdisciplinar entrelaça a clínica, o ensino e a pesquisa. A medicina, com seu arsenal semiológico, deseja separar o joio do trigo. Nesse Núcleo, recolhemos o joio. É uma clínica do resto, que recebe encaminhamentos de adolescentes “completamente descontrolados”, que não aderem ao tratamento, que fracassam na escola, que se recusam a comer, que vomitam, que se cortam, que se drogam.
5. Resultados, impasses, perspectivas
A interlocução com a Psicanálise nos ensina sobre a falha epistemo - somática, sobre o gozo, sobre a cisão entre demanda e desejo (Lacan, 1966/2001).
Para manter a posição propriamente médica (Lacan, 1966/2001), é preciso, além da clínica do olhar, abrir a janela da escuta. Perguntar sobre o incômodo, o mal estar, o singular. Deslocar-se do lugar de quem sabe para o de quem não sabe e deseja saber. Apostar no saber do adolescente (Miller, 2012).
6. Nome do responsável e endereço de contato (endereço postal, e-mail e telefone)
Cristiane de Freitas Cunha Grillo
Alameda das Orquídeas, 2077. Bosque do Jambreiro. Nova Lima - MG. CEP: 34.000.000
cristianedefreitascunha@gmail.com
Telefone celular: (31) 87972046
Telefone residencial: (31) 35817083
7. Nome dos participantes, disciplinas e e-mail.
Roberto Assis Ferreira
robassisf@uol.com.br
Patrícia Regina Guimarães
patriguimaraes@gmail.com
Mônica Assunção Costa Lima
aclimamonica@gmail.com
Lilany Pacheco
lilanypacheco@yahoo.com.br
Os participantes integram a equipe interdisciplinar do Ambulatório da Disciplina Saúde do Adolescente, voltada para os alunos da Graduação em Medicina.
Referências bibliográficas
Lacan, Jacques. O lugar da psicanálise na medicina. In: Aubry, J. Psicanálise de Crianças Separadas: estudos clínicos. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2004
Miller, J. A. A criança e o saber. CIEN Digital, 2012, n. 11. Acesso em 27/08/2012: http://dl.dropbox.com/u/71316212/CIEN-Digital%2011.pdf

Tecendo a Rede

1. Local de trabalho do laboratório: Rede de saúde mental da infância e adolescência – região metropolitana de Belo Horizonte
2. Nome do laboratório: Tecendo a Rede
3. Campo de investigação: a construção do caso clínico com equipes da rede de saúde mental da infância e adolescência como método que pode promover outras formas de ação que não seja somente fundamentada no discurso psiquiátrico contemporâneo.
4. Percurso: nossa ação está presente em uma rede de saúde mental da infância e adolescência há três anos e temos percebido como a construção do caso clínico através da conversação com as equipes tem promovido outras formas de orientação que permitem uma inclusão da singularidade.
5. Resultados, impasses, perspectivas:
Resultados e perspectivas: o esvaziamento do saber prévio das equipes na condução do caso permite uma inclusão da singularidade de cada caso; a produção de um efeito-equipe propicia que as equipes se orientem como única para cada caso em um dado tempo;
Impasse: enfrentamos a homogeinização dos vários saberes envolvidos a partir da apropriação do discurso psiquiátrico contemporâneo pelos vários profissionais; há uma dificuldade para se construir os casos:  há um não querer saber nada sobre o caso.
6. Nome do responsável e endereço de contato (endereço postal, e-mail e telefone):
 Aline A. Mendes Vilela
Email: alineaguiarmendes@yahoo.com.br
Telefone: 31 87974782
7. Nome dos participantes, disciplinas e e-mail.
Ângela Vorcaroangelavorcaro@uol.com.br ; psicanalista, professora doutora da UFMG; coordenadora do projeto CNPq Tecendo a Rede;  Franciele Nunes de Oliveirafranciele_21nunes@yahoo.com.br, psicóloga, profissional do FICA VIVO, pesquisadora do projeto CNPq Tecendo a Rede; Ariane Domingos da Silvaarianepuc@hotmail.com, estudante de psicologia da Puc Minas, pesquisadora do projeto CNPq Tecendo a Rede; Bárbara Vieira Soutobinhasouto@gmail.com, estudante de psicologia da Puc Minas; pesquisadora do projeto CNPq Tecendo a Rede; Natane Miranda Estevam:    naty_ric@yahoo.com.br, estudante de psicologia da Puc Minas, pesquisadora do projeto CNPq Tecendo a Rede; Ângela Souza: psicóloga, coordenadora do CAPSI município de Santa Luzia.

Rita-Lina: desculpe o auê

1. Local de trabalho do laboratório
·    Cidade de Ipatinga – Minas Gerais
2. Nome do laboratório
·    Rita-Lina: desculpe o auê
3. Campo de investigação
·    Psicanálise e Educação; Medicalização da Infância; Educação Inclusiva
4. Percurso
·    O grupo nasceu do trabalho como psicólogo nas Unidades de Saúde do município de Ipatinga e da necessidade de escuta das dificuldades escolares encaminhadas pelos diferentes atores da rede assistencial e educativa de Ipatinga- Minas (escolas, CRAS, conselho Tutelar. A partir da discussão com diferentes atores (diretores, assistentes sociais, médicos e psicólogos) nas reuniões conhecidas como Matriciamento, foram sendo abertas novas possibilidades de invenção para além dos encaminhamentos e da medicação irrestrita dos diferentes casos de crianças e adolescentes.
5. Resultados, impasses, perspectivas
O grupo se encontra em fase inicial.
6. Nome do responsável e endereço de contato (endereço postal, e-mail e telefone)
Carlos Eduardo Pereira – Rua Raimundo Correia, 94 – apto 301 – Ipatinga Minas Gerais / CEP.: 35-162-222
E-mail: cadupereira@gmail.com
Telefone: 31 88814599
7. Nome dos participantes, disciplinas e e-mail.
Joellen Rocha Ferreira - joellenr@gmail.com

“Adolescentes e redes sociais da internet”

1. Local de trabalho: FAFICH/UFMG
2. Nome do Laboratório: Adolescentes e redes sociais da internet
3. Campo de investigação:
O laboratório busca desenvolver pesquisas e práticas de extensão em torno da adolescência e das redes sociais da internet. O eixo teórico que conduz as investigações é a psicanálise de orientação lacaniana, em diálogo com autores da filosofia e da sociologia que analisam a contemporaneidade. Temas pesquisados pelo laboratório:
- A natureza dos laços sociais na internet;
- As noções de feminilidade construídas por adolescentes nas redes sociais da internet;
- O amor digital;
- O público e o privado na internet;
- A violência nas redes sociais virtuais.
 4. Percurso:
O laboratório surgiu em 2010 do interesse de um grupo de pessoas em pesquisar o uso que os adolescentes fazem das redes sociais virtuais. A primeira pesquisa (2010-2012) teve como objetivo principal investigar a natureza das identificações e dos laços sociais construídos na rede. Como metodologia de pesquisa, foram feitas leituras de escritos de adolescentes em fóruns de algumas comunidades do Orkut, além de entrevistas com adolescentes.
A segunda pesquisa, em andamento (2013-2014), tem como tema: As noções de feminilidade construídas por adolescentes nas redes sociais virtuais. Utilizamos como metodologia a pesquisa bibliográfica e a leitura de escritos de adolescentes sobre “o que é ser mulher” nas redes sociais da internet. Trabalhamos com a hipótese de que a revolução tecnológica tem servido à condensação dos gêneros, tanto por diluir as fronteiras que até então sustentavam as diferenças no mundo, quanto por favorecer a ilusão de se abandonar o corpo no espaço virtual, desvinculando-o do sentimento de identidade. As redes sociais virtuais operam na produção e propagação de um discurso de igualdade que incide sobre a sexualidade, considerada como um campo privilegiado da diferença. O jovem encontra hoje maiores dificuldades em posicionar-se como homem ou mulher na partilha dos sexos. Diante desse impasse social, apresentamos uma discussão sobre as noções que as jovens têm construído sobre a feminilidade na atualidade. O tema do amor nos escritos das adolescentes levou ao questionamento das relações existentes entre a carta de amor e o feminino nas redes. Para além das soluções buscadas no campo das identificações, buscamos investigar, nestes escritos, os recursos encontrados pelos sujeitos para lidar com o gozo que escapa ao simbólico, tentando localizar uma escrita que aborda o feminino.
Outro projeto de pesquisa e extensão, em andamento, tem como objetivo principal conhecer as noções de público e privado construídas pelos adolescentes nas redes sociais da internet. Este projeto surgiu do convite feito à equipe de pesquisadores, pela coordenação de uma escola de ensino público de B.H, para a criação de um projeto de intervenção junto aos adolescentes voltado para o uso das redes sociais virtuais. A demanda da escola surgiu a partir de uma série de fatos ocorridos dentro e fora da escola envolvendo os adolescentes e as redes sociais virtuais, dentre elas, a divulgação, pelos alunos, de fotos, vídeos e mensagens de colegas e professores nas redes sociais virtuais. Nesta pesquisa, buscamos investigar as formas de utilização das redes sociais pelos adolescentes, as noções que eles têm construído acerca do público e do privado, o que pensam sobre as práticas de segregação e de agressão na rede, os efeitos da publicação de palavras, vídeos e imagens nas redes sociais, sobre cada sujeito. Como proposta de intervenção, utilizamos o dispositivo da conversação, orientado pela ética do desejo e da responsabilização.
5. Resultados, impasses e perspectivas:
Estes estudos apontam a relevância de se escutar os adolescentes para conhecer as soluções que eles têm criado para lidar com os impasses subjetivos e culturais da nossa época. Quais os usos que os adolescentes fazem das ofertas da cultura? Diante da liquidez e da horizontalidade dos laços sociais, como os jovens inventam práticas de união? Diante do apagamento das diferenças no campo das identidades sexuais, como os adolescentes se sustentam no campo das identificações? Quais as características do amor na época digital? Quais as noções que os jovens constroem acerca do público e do privado nas redes sociais virtuais?
A conversação com os adolescentes nas escolas possibilita a escuta do caso a caso, mesmo no espaço coletivo. A conversação gira em torno dos embaraços que os jovens encontram no uso das redes sociais. Diante do mal-estar vivenciado através de suas postagens na rede, os adolescentes se surpreendem com os efeitos do uso do espaço virtual sobre os seus corpos. Falam do mal-entendido das conversas na internet, da angústia diante de algumas experiências vividas no espaço virtual, da invasão dos espaços privados e de seus efeitos subjetivos. A oferta da escuta permite que cada sujeito nomeie de maneira própria o mal-estar, abrindo espaço para a responsabilização de cada um pelo seu agir e pelas suas palavras no ambiente virtual. O espaço para a palavra cria deslocamentos, aberturas, possibilidades. No enlace do singular com o coletivo, surgem soluções compartilhadas, coletivas, mas também uma saída própria a cada um.
6. Nome do responsável e endereço de contato:
Nádia Laguárdia de Lima – UFMG.
7. Nome dos participantes, disciplinas, e-mail
Ellen Rose Fernandes Figueiredo – rose5ellen8565@hotmail.com – Psicóloga. Mestranda em Educação pela UFMG.
Ernesto Anzalone – Psicanalista. Aluno de doutorado em Psicologia pela UFMG.
Everton Fernandes Cordeiro – Psicólogo, psicanalista, aluno de mestrado em Psicologia pela UFMG.
Fabiana Cerqueira – fabianaacer@gmail.comPsicóloga, psicanalista, aluna de mestrado em Psicologia pela UFMG.
Juliana Tassara Berni – jutassara@hotmail.com – Psicóloga, psicanalista, aluna de mestrado em Psicologia pela UFMG.
Karina de  Almeida Casula – karinacasula@hotmail.com – Aluna de graduação em Psicologia pela UFMG.
Karina Maciel Nihari – karinanihari@gmail.com – Aluna de graduação em Psicologia pela UFMG.
Luiza Pinheiro – luizapinheiro@yahoo.com.br – Pedagoga. Aluna de mestrado em Psicologia pela UFMG.
Marina Soares Otoni – Psicóloga, psicanalista, aluna de mestrado em Psicologia pela UFMG.
Mirella Carolina César Nunes – mirabellaferraz@gmail.com – Aluna de graduação em Psicologia pela UFMG.
Nádia Laguárdia de Lima – Psicanalista, professora adjunta do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFMG.
Nayara Serrano de Barcelos – nayaraserrano@hotmail.com – Aluna de graduação em Psicologia pela UFMG.
Ronaldo Sales de Araújorsales.psi@gmail.com – Psicólogo, psicanalista, aluno de mestrado em psicologia pela UFMG.
Viviane Marques Alvim - Psicóloga, psicanalista, aluna de mestrado em Psicologia pela UFMG.

Na responsa: adolescentes no cinema

1. Nome do laboratório:
Na responsa: adolescentes no cinema
2.    Local de trabalho do laboratório:
Belo Horizonte/ MG- Clínica Base 
3.    Campo de investigação:
Adolescência e responsabilização
4.    Percurso:
A adolescência é a fase da vida iniciada com a chegada da puberdade, que marca as transformações físicas e metabólicas que ocorrem no corpo do adolescente, levando-o à pergunta “quem sou eu?” e a mudanças subjetivas que culminam em um novo posicionamento frente à vida.
É, portanto, uma época marcante no processo de constituição do sujeito, que impõe ao adolescente diversos desafios, como a separação dos pais, a busca por independência, autonomia e por um parceiro sexual, além da preparação para a escolha da profissão, o que pode tornar esse momento difícil e conflituoso, exigindo do adolescente que ele encontre sua própria forma de lidar com esses e outros impasses trazidos pela vida. 
São diversas as modalidades de respostas, de saídas que podem ser 
dadas às dificuldades dessa fase. Algumas possibilitam mais o laço social e fazem com que os adolescentes a atravessem de forma tranquila; outras podem colocá-lo em risco, levando-o a se envolver com o uso abusivo de drogas e a prática de atos delituosos. E, nem sempre, o adolescente reconhece essas saídas como prejudiciais, banalizando, assim, as consequências de seus atos.
O projeto “Na Responsa” foi criado, no segundo semestre de 2013, com o intuito de proporcionar aos adolescentes um espaço de Conversação, introduzida pela exibição de filmes previamente selecionados, para levá-los a debater temas atuais, que vêm sendo discutidos pela sociedade e contemplam questões que envolvem a adolescência. Objetiva-se, assim, fazer com que construam suas próprias saídas para os conflitos que surgem nesse momento de suas vidas.
Logo, o projeto é orientado pelo conceito de responsabilização, tão caro à psicanálise, na medida em que diz de um posicionamento, de uma escolha que o sujeito assume para lidar com o acaso e com seus impasses. 
5.    Resultados, impasses e perspectivas:
O Laboratório se encontra em fase inicial. Realizamos o projeto na Cruz Vermelha Brasileira e colhemos resultados interessantes a partir das Conversações realizadas. Questões relevantes foram levantadas pelos adolescentes que não só localizaram nas conversações realizadas impasses vivenciados por eles no cotidiano, mas também construíram soluções para os mesmos. 
6.    Responsável:
Marina Soares Otoni- Psicóloga, Especialista em psicanálise pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestranda em Psicologia pela UFMG.
E-mail: marina@clinicabase.com
Telefone: 31 9955-7016
Endereço: Rua Ceará, 211, sl.203, Santa Efigênia. BH-MG
7.    Participantes:
Luiza Pinheiro- Pedagoga, Especialista em Psicanálise com Crianças e Adolescentes, Mestranda em Psicologia pela UFMG. 
E-mail:luiza@clinicabase.com
Telefone: 31 86392717
Paula Melgaço- Psicóloga, Especialista em Psicanálise com Crianças e Adolescentes, Mestranda em Psicologia pela PUC-MG.
E-mail:paula@clinicabase.com
Telefone: 31 84612296

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